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Cuidadores também precisam de cuidados

Você já parou pra pensar que as mãos que cuidam também precisam ser cuidadas?

Cuidar de vidas não é uma missão fácil, assim como nós, os cuidadores também tem seu esgotamento fí­sico e psicológico, pois além de toda vida social que fica comprometida com consultórios e angustias, o cuidador se envolve emocionalmente. Sente o peso das emoções, dos conflitos entre as famí­lias, dos abraços de despedida, do perdão, da dor…

A profissão de cuidador, trabalha sempre com um alto ní­vel de pressão psicológica, por vários fatores internos do serviço, abaixo vou listar alguns nos quais já convivi e vi afetarem alguns cuidadores!

Sensação de incapacidade – Tudo na vida tem um limite e este precisa ser respeitado. Nem sempre se acha a cura ou o fim do sofrimento. O sentimento de impotência nos torna vulneráveis e nos faz acreditar que algo a mais deveria ser feito.

Atividades fora do contento do cuidado – Enfim, o cuidador também merece ser cuidado, merece ter o coração amparado e merece um abraço de muito obrigado

Escolher cuidar de outro ser humano é transpor barreiras, é abdicar do “eu” em detrimento de algo que talvez nem eu e nem você jamais saberemos.

Pressão familiar – Na recuperação ou tratamento de um paciente, a famí­lia é uma peça fundamental para o que este tenha sucesso, ou seja o menos doloroso possí­vel, mas existem muitas famí­lias que acham que fizeram seu papel só pelo fato de contratar um profissional ou hospedar o idoso em um residencial ou ILPI. Quando a famí­lia faz isso e não acompanha, acaba cobrando do cuidador algo que não é dever dele, e assim colocando uma pressão não compatí­vel com a profissão.

Responsabilidade compartilhada – Cuidar de uma pessoa não é um trabalho fácil, muito menos um trabalho simples. Ao se dedicar para zelar por alguém, o profissional assume a responsabilidade de efetuar todos os procedimentos medicamentosos, fisioterapêuticos, ou qual for o foco do cuidado em questão. O que quero dizer com isto, é que ao assumir esse compromisso com a famí­lia, a responsabilidade destas situações, passam a ser compartilhadas pela famí­lia e o profissional.

Atividades fora do comum – Muitas cuidadoras e cuidadores, acabam por terem que fazer várias atividades fora do comum ou da profissão, como cuidar da casa do idoso e dele, limpeza, almoço e dividir a carga horária com outras situações.

Espero que eu tenha conseguido trazer para você a visão de que um cuidador, também é uma pessoa e está sujeita a chegar um pouco estressado ou estressada, mas que na maioria dos dias está sempre com um sorriso no rosto, um olhar cativante, e um acolhedor. Esta profissão tem pouco reconhecimento ainda nos dias atuais, porém merece muito o reconhecimento e agradecimento de todos, pois são essas pessoas que ajudam nossos idosos a viverem da melhor forma possí­vel!

Meu muito obrigado a todos os cuidadores e cuidadoras que exercem o seu trabalho com amor e carinho!

Post escrito em conjunto com Giselle Rosa – do Lar dos Velhinhos de Zulma